R. Maj. Prado - Centro, Jaú - SP, 17201-040
A Praça da República, popularmente conhecida como Jardim de Baixo, é uma das praças mais tradicionais de Jaú e um importante ponto de referência histórica, cultural e afetiva da cidade. Localizada na área central, ela reúne elementos que fazem parte da memória jauense, como o coreto, a fonte do “Manequinho”, o Monumento da Águia e o monumento em homenagem aos combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932. A Prefeitura de Jahu destaca que o local recebe feiras de artesanato, apresentações culturais, eventos e ações sociais, mantendo até hoje sua função de espaço público de convivência. A origem da praça é antiga e cercada por registros históricos fragmentados. Segundo a Prefeitura, uma das primeiras denominações do local foi Largo do Rosário, em razão da existência de uma capela nas proximidades. Outras fontes históricas apontam que, antes de se consolidar como praça, a área teria sido usada como espaço livre para pastagem de animais e possuía um chafariz que ajudava no abastecimento de água da população. Com o tempo, o espaço passou por transformações urbanas e também ficou conhecido como Largo do Theatro, em referência ao antigo Theatro São Manoel, construído nas proximidades no fim do século XIX. A grande remodelação da praça ocorreu no início do século XX, especialmente durante a administração do prefeito Constantino Fraga. A partir de 1909, teve início o calçamento de ruas e praças com paralelepípedos de granito, e, em 1910, o largo passou por obras de urbanização. Um dos aspectos mais curiosos do projeto é o formato da praça, desenhado em forma de peixe, em homenagem ao Peixe Jahu, símbolo ligado à identidade da cidade. Embora o traçado tenha sofrido alterações ao longo do tempo para facilitar a circulação de pedestres, essa concepção original ainda é lembrada como uma das marcas mais singulares do Jardim de Baixo. Entre seus elementos mais conhecidos está o coreto, finalizado em 1915. Durante muitos anos, ele foi palco de apresentações musicais aos domingos, especialmente da tradicional Banda Carlos Gomes, tornando a praça um ponto de encontro das famílias jauenses. O coreto representa uma época em que as praças eram centros importantes da vida social urbana, funcionando como locais de passeio, música, conversa e convivência comunitária. Outro símbolo marcante é a fonte adornada pela estátua do “Manequinho”, inspirada no famoso Manneken Pis, monumento localizado em Bruxelas, na Bélgica. A pequena figura, conhecida popularmente como o “menino que faz xixi”, tornou-se uma referência curiosa e afetiva da praça, sendo lembrada por moradores e visitantes como um dos detalhes mais característicos do Jardim de Baixo. A Praça da República também abriga monumentos de grande valor histórico. Um deles é o Monumento da Águia, homenagem ao aviador jauense João Ribeiro de Barros, herói da travessia aérea do Atlântico Sul com o hidroavião Jahu. O IBGE registra que o monumento foi inaugurado em 1928 e que a águia de bronze simboliza a ousadia do aviador e de seus companheiros de viagem. Outro marco presente na praça é o monumento dedicado aos combatentes jauenses da Revolução Constitucionalista de 1932, inaugurado em 1965. O local ainda recebe solenidades cívicas em memória dos participantes do movimento, reforçando a importância da praça como espaço de preservação da história política e cívica da cidade. Atualmente, o Jardim de Baixo permanece como um dos espaços públicos mais simbólicos de Jaú. Além de sua importância histórica, é um local de passagem, lazer, encontros, eventos culturais e registros fotográficos. Visitar a Praça da República é conhecer uma parte essencial da memória urbana jauense: um espaço que nasceu como largo, transformou-se em jardim, recebeu música, monumentos, celebrações e continua fazendo parte da vida cotidiana da cidade.
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